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O
jornalista, advogado, bibliófilo, editor e escritor é agora, o ocupante
da cadeira 29 da Academia Brasileira de Letras. Eu o chamaria de “O senhor
dos livros”, colecionador que é de livros raros.
Aos 13 anos, quando José Mindlin começou a comprar livros em sebos no centro de São Paulo, não imaginava o resultado de sua investida. Setenta e cinco anos depois, Mindlin é considerado o maior bibliófilo brasileiro, reunindo uma coleção com cerca de 40 mil títulos, muitos deles verdadeiras raridades e primeiras edições. Sua biblioteca completa 80 anos em 2007.
" A leitura é que me conduziu à formação da biblioteca ", conta. "Para mim, é uma compulsão patológica tanto a aquisição quanto a leitura", afirma.
Nascido em São Paulo em 1914, no bairro do Paraíso, aos 92 anos, Mindlin continua jovem, bisbilhotando os sebos do centro da cidade, mantendo um desejo enorme que o induz a buscar novos títulos que venham integrar o “Pavilhão”, como é chamado o lugar da casa que abriga parte de suas obras.
“A biblioteca começou como uma plantinha, depois de décadas virou uma árvore e depois de mais algumas décadas virou uma floresta”.
Livros, leitura, dedicação, metas, estratégias e muito amor foram algumas das ferramentas básicas que permitiram a este brasileiro, filho de pais russos, empresário e fundador da Metal Leve, transformar-se numa celebridade da literatura brasileira, berço de seu prazer maior e razão principal de sua vida.
“Os livros são muito ciumentos e eu não posso falar em preferências porque vou ter problemas com eles”.
Em 14 de maio de 2006, em cerimônia realizada na Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), Mindlin doou a sua Biblioteca Brasiliana, para o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB). A coleção irá para a Biblioteca Mindlin no futuro prédio do instituto. O projeto da nova sede deve ser concluído em 2009. Ele prevê a criação de um curso superior de restauração de livros e a completa digitalização da biblioteca. “Não existe no mundo universidade com uma coleção como essa”, disse o diretor do IEB.
A biblioteca de Mindlin resulta de 80 anos de paixão pela Literatura. “Aos 13 anos ganhei um exemplar da História do Brasil, de Frei Vicente do Salvador, então passei a colecionar os livros, mas não tinha intenção de formar uma biblioteca”, conta o empresário. Entre livros, revistas, documentos e jornais, a “falta de intenção de Mindlin” resultou numa coleção constantemente atualizada . “Doei para a USP para garantir que a biblioteca continue viva e preservada” .
Entre outras preciosidades da biblioteca de José Mindlin, a maior entre as particulares do País, figura a primeira edição de Os Lusíadas (1572) e a primeira edição ilustrada dos Sonetos de Petrarca (1488), mas seus olhos preferem repousar sobre outra raridade: os originais do livro Grande Sertão: Veredas, publicado em 1956. Mindlin é dono não só do original datilografado por Guimarães Rosa como ostenta uma primeira edição corrigida pelo próprio autor, de quem foi amigo, conforme constatou o jornalista Antonio Gonçalves Filho, em reportagem publicada no Jornal O Estado de São Paulo em 27 de maio de 2006.
Homenagem da Liter & Art Brasil ao ilustre brasileiro, patrimônio da literatura nacional.
Pesquisa: Regis Caserta
Fontes:
- Revista Diálogo Médico
- Internet
Em Edições Anteriores encontrará outras pesquisas de Regis Caserta.
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