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Nasceu
em São Paulo, capital no dia 16 de janeiro de 1932. Filho de Isai Leirner
(ex-diretor do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP e fundador da
Galeria de Artes das Folhas e do Prêmio Leirner de Arte Contemporânea)
e da escultora Felícia Leirner (1904 - 1996); irmão da desenhista
Giselda Leirner (1928)..
Provocação, ironia, trocadilhos, apropriação, multiplicidade são os fatores centrais na obra de Nelson Leirner. Através destes sistemas combinados, o artista busca desenvolver o potencial plástico e semiótico que uma obra possui. Unindo o conceito de objet trouvé e readymade, cria um novo caminho para o artista perdido na busca de uma Verdade, aquela que Tarkovski tanto fala em Esculpir o Tempo, a mesma que se dissipou no fim da modernidade... Nelson acaba por lhes fornecer um elemento estratégico para evitar o chamado fetiche da obra única, artimanha que o eleva ao status de criador, que começa em Duchamp, Manzoni, Warhol, Beuys, e termina nele, todos grandes jogadores.
Desde a sua primeira grande ação pública, na antiga Galeria Atrium, em 1965, quando realizou uma mostra que pela primeira vez expõe seus meta-objetos, o artista pretende que o espectador deixe de lado a passividade, refletindo sobre a origem dos objetos e o papel do artista ao propô-los como arte. Assim como no happening da crítica, ao questionar os críticos maiorais da sua época, nestas ações busca entender as razões que regem os atos mais banais ou mais significativos do cotidiano.
1947/1952 - Massachusetts (Estados Unidos) - Nesse período inicia curso
de engenharia têxtil no Lowell Technological Institute, mas não o
conclui.
1952 - Volta ao Brasil e fixa residência em São Paulo.
1956 - Estuda pintura com Joan Ponç (1927 - 1984).
1958 - Freqüenta o ateliê de Flexor (1907 - 1971).
1959 - Faz cenografia para as peças Os Namorados, Nascida Ontem e O Doente
Imaginário, encenadas pelo Pequeno Teatro Popular.
1961 - Participa como cenógrafo da 3ª Bienal de Artes Plásticas
do Teatro, evento integrante da 6ª Bienal Internacional de São Paulo.
1966/1967 - Funda e integra o Grupo Rex, ao lado de Wesley Duke Lee (1931), Geraldo
de Barros (1923 - 1998), Carlos Fajardo (1941), José Resende (1945) e Frederico
Nasser (1945). O grupo lança o jornal Rex Time e cria a Rex Gallery &
Sons.
1967 - Envia para o 4º Salão de Arte Moderna de Brasília um
porco empalhado e questiona pelo Jornal da Tarde os critérios que levaram
o júri a aceitar a obra, iniciando assim o chamado "happening da crítica".
1968 - Faz cenário para a peça MacbIrd, de Bárbara Garson,
dirigida por Augusto Boal, com o elenco do Arena.
1969/1971 - Por motivos políticos, fecha sua sala especial na 10ª
Bienal Internacional de São Paulo de 1969 e recusa o convite para outra
em 1971.
1974 - Melhor proposta do ano, pela Associação Paulista de Críticos
de Arte - APCA.
1975 – Dirige vários filmes em super-8.
1975 - A APCA lhe encomenda um trabalho para entregar aos premiados, mas recusa-o
por ser feito em xerox; como protesto, nenhum artista comparece ao evento.
1975 - Melhor desenhista, pela APCA.
1977/1997 - Leciona na Fundação Armando Álvares Penteado
- Faap.
1997 - Passa a viver no Rio de Janeiro.
1998 - Prêmio Johnnie Walker de Artes Plásticas.
1998 - Uma série de seus trabalhos é censurada pelo Juizado de Menores,
motivo de um movimento de artistas e pessoas da área contra a censura nas
artes.
1998/1999 - Leciona na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage.
Pesquisa de Regis Caserta
Em Edições Anteriores encontrará outras pesquisas de Regis Caserta.
Movimento Cultural de Literatura e Arte do Brasil - LITER & ART BRASIL
CNPJ 08.623.455/0001-75 - Insc. Municipal 0399629-8
Telefone: (21) 3269-2649 / (21) 9929-4217
Layout 4Auroras, por Elida Kronig